Waterford Crystal: um legado na história da cidade mais antiga da Irlanda
- rafeudes
- 5 de ago. de 2015
- 4 min de leitura

Durante minha visita a Waterford, entre outras curiosidades sobre a cidade que mencionei no post anterior, tomei conhecimento do Waterford Crystal, líder mundial em produção de peças de cristais, fabricando desde pequenos obejtos decorativos para casa a troféus para campeonatos de golfe e Fórmula 1 e muito mais.
Apesar de não ter feito o tour completo na fábrica, visitei a loja e me inteirei da história secular que há por trás dessa gigante irlandesa.
Leia o texto abaixo que traduzi livremente do site da empresa (leia o o original em inglês aqui).
A história
Em 1783, George e William Penrose pediram ao Parlamento ajuda para inciar uma fábrica de vidros chmada Casa de Vidros de Waterford. Eles conseguiram então se estabelecer e começar a empresa no dia 3 de outubro daquele ano.
No ano seguinte, eles já conseguiam produzir o produto mais fino de toda a Europa. Tinham os melhores funcionários e equipamentos para talhar, soprar e cortar os vidros, de forma a fornecer a mais elegante obra de arte.
O custo incial da fábrica que foi de £10.000,00, empregava no início de 50 a 70 empregados.
William Penrose faleceu em 1796 e sua faília conduziu a empresapor mais um ano, até que ela foi colocada à venda. Dois anos depois uma nova parceria passou a gerir a empresa, com James Ramsey, Aimbrose Barcroft e Jonathan Gatchell.
Ramsey faleceu em 1810, quando a empresa novamente foi dissolvida, momento em que Jonathan Gatchell se tornou o único proprietário, até o ano de sua morte, em 1823.
Por 40 anos e através de várias parcerias de família, a empresa ficou no poder dos Gatchell, até quando seu último líder, George Gatchell se mudou para a Inglaterra em 1851, dando fim à primeira fase da Waterford Crystal.
Em 1947, com a Europa em ruínas após a II Guerra Mundial, Charles Bacik se mudou da Checoslováquia para a Irlanda para abrir uma nova fábrica de cristais, próxima à antiga fábrica dos Penrose.
Assim, Bacik viajou pela Europa e recrutou cerca de 30 especialistas para treinar os irlandeses a trabalhar com a fabricação de cristais. Entre eles, estava Miroslav Havel, um checo que acabou se tornando o designer chefe da empresa.
Em 1950, após ter muito dinheiro injetado por empresários, a empresa cresceu tanto que precisou mudar de endereço para atender a demanda, sendo sediada então em Johnstown, dando então início a sua segunda grande fase.
Finalmente tendo lucros a partir de 1955, a empresa cresceu substancialmente nas décadas de 60 e 70, não dando conta de suprir as demandas, sendo considerada a maior neste seguimento no mundo todo.
Com planos de expansão na década de 80 após a crise do petróleo, a Waterford Crystal se tornou uma empresa pública em 86 e adquiriu a Wedgwood, uma forte copanhia britânica de cerâmicas.
Na década de 90, com a queda do valor do dólar, a Waterford Crystal sofreu grave crise financeira, sendo necessário que seus investidores injetassem novo montante de verba para sustentá-la.
Com uma importante modernização e estratégias de marketing, ela teve nova guinada rumo ao sucesso. Uma das suas maiores estratégias e vitrines foi a famosa bola de cristal que descia de um mastro na Times Square, em Nova Iorque, nas festas de ano novo de 2000. O evento, assistido por 1,2 bilhão de pessoas, simplesmente mostrou para o mundo uma peça com mais de 2500 cristais feito pela Waterford Crystal.
No entanto, com a crise européia dos anos 2000, a empresa entrou em novas dificuldades financeiras, tornado insustentável aos investidores manterem a receita, sendo então declarada falência.
Após a venda da empresa,em 2010, a WWRD, grupo que passou então a administrar a Waterford Crystal, anunciou um acordo com a Câmara Municipal e iria reabrir uma nova fábrica no coração da cidade, derretendo mais de 750 toneladas de cristal e prodzindo mais de 45 mil peças ao ano.
O estabelecimento fornece ainda tour guiado à fábrica, onde é mostrado todo o processo de produção das peças, além de uma loja com exposição de objetos para venda.
Por fim, em 2015, o grupo finlandês Fiskars Corporation comprou o a WWRD e todo seu portifólio, incluindo a Waterfod Crystal. O novo grupo é líder mundial em fornecimento de produtos para casa, jardim e ambientes externos, o que vai aumentar a presença da marca Waterford Crystal nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
Localização e horários de funcionamento

A fábrica Waterford Crystal fica no coração da cidade de Waterford, mais precisamente na região do Triângulo Viking.
O horário de funcionamento varia conforme o dia da semana e época do ano. Ainda, possui horários diferenciados de funcionamento da loja e do tour guiado na fábrica.
De forma geral, ela abre de segunda-feira a sábado, de 9h às 18h. Veja o quadro de horários completo aqui.
Preços
A visitação à loja onde há a exposição de peças à venda é (obviamente) grauita. No entanto, o tour guiado pela fábrica é pago e tem o custo de ¢12,00 para adulto, ¢9,00 para idosos e estudantes, ¢4,00 para crianças de 6 a 18 anos e gratuita para crianças com 5 anos ou menos.
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Fotos
Como falei anteriormente, visitei somente a loja Waterford Crystal. É simplesmente fascinante. Os produtos são de extrema qualidade e acima de tudo muito caros. O meu maior medo era esbarrar em algo e quebrar alguma peça. Nem sei o que faria se isso acontecesse.
Vejam nas fotos abaixo um pouco do que é produzido por lá e os preços.
Bola de futebol americano: ¢2450,00

Carruagem da Cinderela: ¢40000,00 (peça mais cara que vi na loja)

Capacete viking: ¢5500,00

Jogo de copos e suporte para garrafa

Troféu

Mesa de jantar

Espelho: ¢15000,00

Globo: ¢2395,00

Águia: ¢13995,00

Curiosidade
Uma pergunta que sempre me fiz e só agora tive a curiosidade de saber a resposta: Qual a diferenteça entre vidro e cristal?
Reposta: O cristal é um vidro de alta qualidade, transparência e densidade. Ele é ultra fino e possui massa vítrea de vários sais mineiras, em especial o Óxido de Chumbo.
Apesar de receber o nome de cristal, o produto é amorfo (sem forma), ou seja, não tem a conformação de um cristal, segundo a acepção técnica do termo.
De qualque forma, o manuseio do cristal é feito todo de forma manual no ato da fabricação e as peças são modeladas com sopro, técnicas que elevam consideravelmente seu valor de mercado.